Eu mandei ele sumir.

Eu mandei ele sumir. Eu não queria, mas mandei. Eu o amo, amo muito, mas também me amo muito. E por me amar, eu sei meu valor, eu sei que não preciso me contentar com migalhas, não preciso mendigar carinho, afeto ou atenção. Percebi que não valia a pena me esforçar tanto por alguém que não fazia a mesma questão. E não importa o quanto uma pessoa prometa mudar, as promessas perderam seu valor, hoje em dia são apenas palavras ditas e palavras ditas já não valem nada, se perdem com o tempo. Não adianta, cada um tem sua personalidade, cada um tem seu jeito, cada um tem seus defeitos, coisas que nasceram com a gente, cresceram com a gente, que fazem parte da gente. E por maior que seja o desejo de mudar, certos traços sempre nos acompanham, não tem como mudá-los. Não importa o tamanho do sentimento, a intensidade ou a consideração, com o tempo nos cansamos e nos desgastamos quando não somos correspondidos da mesma maneira. E acabemos percebendo que para um relacionamento dar certo é preciso equilíbrio, atenção equilibrada, afeto equilibrado, amor equilibrado de ambas as partes, ambos precisam estar na mesma sintonia, na mesma frequência, caminhando lado a lado. É como se os dois estivessem segurando e puxando um elástico, se não tiver controle de ambos os lados, o elástico vai arrebentar e ferir muito alguém ou os dois. E eu senti como se o nosso elástico tivesse arrebentado, mas pelo jeito só eu me machuquei. Eu mandei ele sumir, quando o que eu queria é que ele ficasse e ele fizesse a diferença, demonstrasse de verdade. Mas ele não ficou. Ele não demonstrou, ele não amou. Não como eu amei. Mas eu cansei de esperar atitudes de quem eu sei não tem. Cansa esperar uma coisa que você sabe que não vai acontecer. Eu mandei ele sumir, não que eu não o amasse mais ou não me importasse mais. Eu o amo, porém me amo muito mais e me dei conta que se não me acrescenta mais nada, falta nenhuma irá fazer. (Escrito por Bárbara Flores)

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