Eu sei.

Sei que não vai ser a mesma coisa. Sei que não vai ter mais o seu sorriso, mas ainda vão ter sorrisos. Sei que não vai ter mais o seu abraço, mas ainda vão ter abraços. Sei que não vai ter mais o seu amor, mas ainda assim, de alguma forma, vai ter amor. Sei muito bem que o que houve entre a gente foi único. Um sentimento, uma intensidade que não tem como explicar, mas passou. Não foi feito para durar. Nós não fomos feitos para durar. Não tínhamos como dar certo. Tentamos? Tentamos demais! Várias vezes e de várias formas, mas não adianta ficar empurrando com a barriga algo que é inevitável: tudo tem seu limite, tudo tem seu fim. Chegamos ao ponto de explodir esse limite, mas ambos percebemos que não valia a pena. Não valia a pena jogar para o alto os bons momentos que tivemos, tudo o que passamos foi muito maior que qualquer briga, por qualquer motivo. Mas nosso limite chegou, não tem como mais ultrapassar. Não tem mais como disfarçar, não tem mais como engolir, chegou a nossa hora. Não dá mais para fingir que está tudo bem, não está! Está tudo errado, estamos em uma ilusão. Não vamos viver felizes para sempre e não vamos estar juntos até que a morte nos separe, nós dois não fomos feitos para essas coisas, não fomos feitos um para o outro. Fomos feitos para nos apaixonarmos e aproveitarmos tudo de bom que uma boa paixão tem para oferecer, mas não fomos feitos para o verdadeiro amor. Somos muito iguais para dar certo, e para dar certo é preciso ter uma pequena diferença, uma pequena oposição para tudo não ficar sem graça. Fomos aquela paixão única que acontece pouquíssimas vezes na vida, aquela paixão que a gente luta de todas as formas para tornar-se um grande amor, mas não torna-se, não é um grande amor, é uma pena! Mas não é. Nós demos certo, por pouco tempo, aliás, no nosso tempo, mas demos certo. Ambos sabemos que já não tem mais futuro, é de partir o coração, mas é preciso aceitar. Grandes paixões nem sempre se tornam grandes amores. (Escrito por Bárbara Flores)

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