Encerrou.

Deitei na minha cama, coloquei minha cabeça sob o travesseiro e pela primeira vez em muito tempo, meu primeiro pensamento não foi você. Pode ter sido o terceiro, ou o quarto, mas não foi o primeiro. Pela primeira vez em muito tempo, meu coração não ficou inquieto, não ficou agitado. Não teve alvoroço, ficou em paz. Sinceramente não sei dizer quantos dias ou meses já se passaram, só sei que chegou um momento em que percebi, que ficar contando e relembrando não era saudável para mim. Ficar relembrando me incomodava, me machucava. Mas não pense que foi fácil, não foi nem um pouco. Foi duro, foi difícil, parecia até impossível. Achei que a dor não fosse embora, achei que ela ficaria ali, remoendo o meu peito e me impedindo de esquecer. Por um bom tempo quase desisti, cheguei a pensar que não era forte o suficiente e que não iria suportar. Mas suportei, e suportei demais. Engoli muito choro, suportei muita dor e respirei fundo. até conseguir disfarçar e controlar o quanto tudo me afetava. Fui disfarçando, evitando, fugindo e fingindo que tudo havia passado, até agora, que me toquei que realmente passou. Já não me afeta mais, não como antes. Já não é mais a prioridade dos meus pensamentos e nem do meu coração. Aquela angústia, aquele aperto no peito, se dissolveram. Ainda restam sentimentos, na verdade já não sei nem dizer se são sentimentos ou sensações, lembranças que ainda restaram. Aquela sensação dos bons momentos que passaram e principalmente aquela sensação de dever cumprido. Tentei, fiz o meu máximo. Passei até dos meus limites, mas a vida me deu uns tapinhas na cara e me fez ver que não era para ser, não tinha como dar certo. Aquela sensação de passou o que tinha que passar, foi só mais um capítulo da minha vida, um capítulo que já se encerrou. (Escrito por Bárbara Flores)

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