Amores que nunca se vão.

Já não dói mais como antes, mas de vez em quando a cicatriz ainda insiste em latejar. Nem sei quanto tempo já faz, mas cá entre nós não fiquei fazendo questão de ficar contando os dias ou os meses, simplesmente deixei passar. Deixei toda a maré ruim passar e segui em frente, tirei todo o peso desnecessário da minha bagagem, toquei minha vida e continuei caminhando tentando encontrar uma direção novamente. Não foi nem um pouco fácil, as recaídas batiam e ainda batem de vez em quando, principalmente nas longas noites de sábado que é o principal dia em que as lembranças insistem em atormentar meu coração, me fazendo lembrar das nossas conversas bobas e sem sentido algum, planejando e sonhando com o nosso futuro que nem chegou a existir. Atormentando minha mente com todas aquelas baboseiras de amor e com todas as noites dormidas abraçadinhos para afastar a realidade e fingirmos que vivíamos em uma história de comédia romântica. Um pedacinho do meu coração ainda se parte toda vez que eu penso onde poderíamos estar agora se nossas atitudes fossem outras e se nossas escolhas tivessem sido diferentes. Esse pedacinho sofre toda vez que eu relembro dos nossos momentos, dos nossos planos e do nosso relacionamento. Tínhamos tudo para dar certo, mas acabou dando tudo errado entre nós por sermos certos demais um para o outro. Uma pena. Mas só porque não deu certo não quer dizer que não foi verdadeiro, foi mais que isso, foi sincero, foi correspondido, foi cordial. Foi tão verdadeiro que não tem como guardar ressentimento de tudo o que passou, a única sensação para guardar de tudo é a saudade. Já não dói mais como antes, a intensidade já não é a mesma, mas um pedacinho de tudo insiste em permanecer, insiste em fazer-me lembrar, insiste em me mostrar que por mais que as pessoas se separam e sigam caminhos diferentes, certos amores nunca se vão, permanecem em um cantinho miúdo do seu coração. (Escrito por Bárbara Flores)

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