Eu o amei.

Mas eu o amei. Amei muito. Para ser sincera o amei muito mais do que eu deveria ter amado. Acho que eu o amei de um modo que nenhuma outra pessoa não será capaz de amá-lo. Eu o amei mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todos os seus contras, mesmo com todos os pesares. Eu o amei mesmo quando ele não merecia e mesmo não merecendo, eu o amei, e amei com todas minhas forças. Por falar em força, fiz o meu máximo. Segurei tudo o que eu podia, aguentei tudo o que eu conseguia, tirei forças que nem eu mesma sabia que tinha para suportar e continuar tentando fazer dar certo, mas foi em vão. Fiz planos e sonhei com algo que não chegou nem perto de ser possível, e hoje eu percebi que todo o amor, todos os sonhos, todos os planos eram só meus, eu os sustentei sozinha, eu me doei sozinha. Mas do que adianta continuar insistindo, continuar amando quando somente uma pessoa está disposta a se doar e fazer com que tudo dê certo? Não dá, simplesmente não dá. Não existe como amar sozinho, sentir sozinho, lutar sozinho é sofrimento, é tortura para o coração. Ainda bem que eu consegui escapar a tempo. Não vou negar, eu chorei muito, coloquei para fora tudo aquilo que eu aguentei e suportei, todas as vezes que tentei e as tentativas foram em vão. Sofri muito e por um tempo cheguei a pensar que seria impossível deixar esse amor para trás, mas o tempo passou finalmente percebi que foi demais, que me esgotou. O tempo me abriu os olhos e me mostrou que só é amor de verdade quando as duas partes se entendem, se sintonizam, se amam. O tempo me mostrou também que nada é eterno, que toda dor é passageira e que a cada novo dia é uma nova chance de recomeçar, uma nova chance de seguir em frente. Eu o amei, teria sido um sentimento muito bonito se tivesse me amado da mesma forma de volta, mas não amou. Em outros tempos estaria chorando, mas nesse momento sinto-me livre e confiante para dizer: passou, e por mais que tenha sido eu quem tanto sofreu, quem saiu perdendo não fui eu. (Escrito por Bárbara Flores)

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